quarta-feira, 6 de abril de 2011

Saudade Doce

De ti, ainda criança, existe essa saudade doce,
Quando ainda relembro teu lindo vulto
Como se um anjo encarnado fosse,
Na linda relva, do canteiro oculto

Pernas curtas, depressa, acorrer sem ver,
Olhando apenas, na sombra, tua silueta
Braços abertos, carícia do vento ter,
Nesta leve brisa, como uma estatueta

Tua alma pura, neste andar envolto
Sorriso e sorrisos, sempre alegremente
Voavas pelo verde, como um coelhinho solto

Esse vulto, minha mente não esquece
Lembranças de ontem, sempre na memória,
Saudade doce que meu coração aquece

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