terça-feira, 12 de abril de 2011

MINUANO

Ele assovia, lá fora, sem cessar.
O vento forte que chora e dança.
Levando folhas secas pelo ar,
Penetrando no peito, qual a lança.

Minuano, vento forte da coxilha,
O teu canto é um lamento do rincão.
Relembrando a bravura Farroupilha,
Fazendo pulsar o coração.

Me ponho quieta a ouvir o teu passar.
O coração vai ficando apertadinho,
Escutando teu doce grito, pelo ar,
Trazendo lembranças e carinho.

Assovia vento forte da Querência!
Vai longe, rodopiando, sem maldade.
Diz a eles, que bem longe estão,
Que teu grito, como o meu, é só saudade.

Cruz Alta, 20 de setembro de 1987.

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